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domingo, 25 de novembro de 2012

Uma reflexão sobre o fazer artístico.

Crianças quando balbuciam não estão apenas falando, mas muitas vezes entoam canções, bem antes de saber o que vem a ser isso. Tamborilam e enxergam nos instrumentos musicais irresistíveis brinquedos de modelar sons. Quando ouvem uma música, reagem e dançam. Quando de fronte a papel, lápis e tintas, confeccionam suas primeiras telas (as vezes fazem isso nas paredes e cortinas mesmo). Massas de modelar materializam inúmeras imagens internas em forma de escultura, e brinquedos as fazem imaginar suas primeiras tramas e encenações. Quando gostam de um desenho animado assistem centenas de vezes, quando temem um personagem ou se desapontam com o destino daquele que gostam, choram. Quando dominam palavras, animam seus bonecos e bonecas e fazem poesias pra mãe e pai.

Felizmente, muitos mantém sua relação com o abstrato de alguma maneira pro resto de suas vidas. O fazer artístico  é o que nos mantém conectados com nossa essência, nosso mundo, nosso universo. É a cura para a indiferença e o conformismo.

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